Organizada pela Comissão de Finanças e Orçamento deu voz a dezenas de empresários caçambeiros para buscarem soluções

Na quarta-feira (19/09) em audiência pública temática sobre o transporte de entulho na Câmara Municipal de São Paulo entidades e empresários do setor puderam buscar novas soluções. A audiência, com mediação dos vereadores, também contou com a participação da Guarda Civil Metropolitana (GCM), responsável por fiscalizar os caçambeiros.

A Audiência Pública temática da Comissão de Finanças e Orçamento (“Procedimentos e Orientações para a Fiscalização do Transporte de Entulhos”) deu voz a dezenas de empresários caçambeiros e entidades responsáveis.

Por iniciativa do vereador Ricardo Nunes (MDB) entidades e trabalhadores puderam debater arbitrariedades cometidas pela GCM. Além de buscar soluções para diminuir as multas e apreensões de caminhões. A maior cobrança dos caçambeiros na Audiência foi o “bom senso” da abordagem dos GCMs nas inspeções.

A empresária da MB Remoção de Caçambas, Silvana Cristina, evidenciou abusos cometidos pela GCM. “Estava dirigindo quando fui parada pelos guardas que queriam levar meu caminhão. Não autorizei que levassem, mesmo assim foi apreendido”. A empresária disse ainda que estragaram seu caminhão; pois, segundo ela, o GCM responsável não sabia dirigi-lo e estava com os documentos em dia.

Há 2 anos aguarda resposta judicial por parte da GCM devido a apreensão. Silvana teve que arcar com todos os custos para continuar trabalhando.

Marcos Valério Pereira, Inspetor da Guarda Civil Metropolitana, explicou que as apreensões e multas são aplicadas por cumprimento de lei. “Inspecionamos cerca de 800 caminhões e 90 deles foram apreendidos, só em 2018. Todos por irregularidades”. O inspetor acrescenta que irão investigar os casos de abuso de autoridade.

O vereador Ricardo Nunes afirmou que os abusos sofridos pelos empresários serão analisados por eles também para que sejam representados. “A GCM afirmou que abusos podem ser denunciados na corregedoria que irão investigar a punir os guardas”.

Simone do Amaral, presidente da ABTR falou da importância de ter um debate com os parlamentares para buscar soluções. “Era necessário falarmos das questões da segurança deles e das arbitrariedades cometidas pela GCM.”

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